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Origens

Os instrumentos de corda e arco originaram-se no oriente e foram levados pelos Árabes até a Índia, China e Norte da África chegando ao Estreito de Gibraltar e a Península Ibérica de onde se espalhou pela Europa.
O violino descende do Rebab, instrumento de origem asiática, com local e época de origem desconhecidos. O Rebab tinha um braço, uma caixa de ressonância rudimentar e uma ou duas cordas de tripa de animal, que eram esticadas por meio de cravelhas rudimentares. O instrumento era tocado com um arco muito primitivo de madeira provido de corda ou tripa, basicamente, como os instrumentos de hoje. A primeira versão dos instrumentos de corda foi chamada de luth nos países da Europa Ocidental. Este termo luth originou-se da palavra al-ud, nome dado pelos árabes ao instrumento rudimentar e significa "pedaço de madeira", em tradução livre. Os povos hispânicos chamaram este instrumento de alaúde, que chegava a ter 25 cordas, assim como a "tiorba" ou "arquiliuto", ambos com fundo abaulado.
O artesão que construía o luth (ou liute) passou a chamar-se, na Itália, de liutaio ou liutai, no plural. O liutaio pode ser chamado de violin maker (na Inglaterra e EUA), de luthier (na França) ou Geigenbauer (na Alemanha).
Os instrumentos de corda e arco começaram a ter a forma atual após a Idade Média e início da Renascença, pela necessidade gerada pela evolução musical, de acrescentar mais cordas ao instrumento rudimentar e de atrita-las separadamente com o arco. Os liutai dessa época adotaram a forma do corpo humano, com ombros, cintura e quadris. O cavalete curvo, acompanhando a curvatura do espelho, e a "cintura" da caixa de ressonância aumentaram as possibilidades técnicas de execução que a música, cada vez mais sofisticada, exigia.
No fim da Renascença e início do Período Barroco os grandes compositores e instrumentistas exigiam dos liutai a produção de instrumentos cada vez melhores e mais capazes de executar as composições que se tornavam cada vez mais complexas e difíceis.
Neste período aparecem, em toda Europa, vários centros que concentravam a construção artesanal de instrumentos de cordas. Cada centro desenvolveu características próprias de métodos, medidas, estilos e ideal de sonoridade. Surgem então as principais escolas de liuteria, na Itália (Cremona, Veneza, Brescia, Nápoles, entre outros), na Alemanha, nos Países-Baixos (Bélgica, Holanda) e na França. A mais importante escola é sem dúvida, a italiana, que deixou nomes como: Stradivari, Guarneri, Guadagnini, Amati, Montagnana, entre tantos outros.

 

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